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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A inversão de VALORES e a importância da Engenharia


Por: Milton Golombeck

Vivemos em uma sociedade na qual são valorizados predominantemente as
aparências e o glamour. Modelos, cantores, atores e atletas se sobrepõem,
com seus valores, a outros valores essenciais ao progresso da condição
humana e à melhoria da qualidade de vida. Mas o problema não é apenas
brasileiro; é fenômeno universal, com algumas raras exceções.

Mas não se pode esquecer que basicamente tudo o que utilizamos em nosso
dia a dia - meios de transporte, tais como rodovias, ferrovias, aeroportos,
edifícios residenciais, espaços para abrigar hospitais, escolas, centros
culturais etc., tudo isso são projetados pela inteligência de arquitetos e
engenheiros. A Engenharia, em meu entendimento, é a maior responsável
pelo progresso da humanidade em todos os campos do conhecimento
humano.

O futuro não depende das celebridades, muitas das quais alegram e
satisfazem o nosso dia a dia, mas, sim, dos cientistas, pesquisadores em
todas as áreas, tecnólogos e engenheiros que continuam a construir as
condições para um futuro melhor.

Na mesma semana em que os jornais, revistas e TVs gastaram páginas e
horas para mostrar e comentar as roupas e joias usadas na entrega do Oscar,
foi dado o prêmio Russ Prize - equivalente ao Nobel de Engenharia - para
os engenheiros Earl Bakken e Wilson Greatbatch. Contudo, nenhum
comentário apareceu na mídia a respeito disso. E essas personalidades,
foram os inventores do marca-passo. Graças a elas, atualmente mais de 4
milhões de pessoas estão vivas. São instalados mais de 400 mil marcapassos
por ano no mundo.

Na inauguração das grandes obras de Engenharia costumam aparecer as
autoridades eventualmente de plantão. Mas os nomes dos engenheiros e dos
projetistas que as projetaram e construíram, invariavelmente são
negligenciados e esquecidos. Quando muito, são divulgados nos nomes das
construtoras.

*Milton Golombek é presidente da Associação Brasileira de
Empresas de Projetos e Consultoria em Engenharia Geotécnica
(ABEG)

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Proteção contra Arcos Elétricos - Parte 1: Procedimentos Iniciais de Segurança

 
O arco elétrico é um fenômeno muito mais comum do que se imagina. Formado ou iniciado muitas vezes devido a operação de dispositivos elétricos, tanto em baixa quanto em altas tensões, pela ionização do ar aquecido em torno do componente. O arco elétrico pode ferir gravemente trabalhadores do setor elétrico (queimaduras), geralmente despreparados, que subestimam o real perigo dessa situação de risco.

Os trabalhadores do setor elétrico, para realizarem suas tarefas, normalmente procedem o desligamento (desenergização) dos sistemas, sendo necessário operar equipamentos de proteção ou manobra (disjuntores, por exemplo). Como proteger esses profissionais ?

Procedimentos de Trabalho para Segurança

Primeiramente, existem ações que devem ser seguidas para garantir um cenário mais seguro para se operar sistemas elétricos, podemos destacar:
  • Se os procedimentos adotados são realmente seguros e de acordo com a NR10, ou seja:
“Os procedimentos de trabalho devem conter, no mínimo, objetivo, campo de aplicação, base técnica, competências e responsabilidades, disposições gerais, medidas de controle e orientações finais.”
  • Fazer análise de risco, isto é, conforme NR10:
“Em todas as intervenções em instalações elétricas devem ser adotadas medidas preventivas de controle do risco elétrico e de outros riscos adicionais, mediante técnicas de análise de risco, garantindo a segurança e a saúde no trabalho.”

  E, não menos importante, observar também:
  • Verificar o tipo de tarefa ou atividade que será executada, ou seja: manutenção de rotina, corretiva, medições, inspeções, etc.
  • Se o trabalhador está desempenhado suas atividades na zona de risco ou na zona controlada;
  • A real necessidade de abertura dos compartimentos dos painéis elétricos;
  • Verificação das proteções coletivas para execução das atividades;
Outros procedimentos poderão ser adotados concomitantes aos referidos acima, desde que garantam efetivamente a segurança dos trabalhadores e não inviabilizem as atividades.

Aguardem Parte 2 !






sábado, 30 de abril de 2011

Análise Crítica do Artigo: Acidentes do Trabalho, Em Busca de uma Nova Abordagem, de Tom Dwyer -1989

>
Por Eng. Adriano Roque de Arruda

       Basicamente, o artigo em tela trata em analisar um estudo de caso, seu autor busca compreender e definir uma teoria de nexo entre condicionantes sociais das relações de trabalho e os acidentes gerados por este.

Desde os primórdios da raça humana nos expomos diariamente a vários riscos, em maior ou menor grau de periculosidade. No início da humanidade, para saciar suas necessidades básicas, o homem arriscava-se em caçadas de animais, sozinho ou em grupos, quando os acidentes dessa tarefa (ou trabalho) poderiam resultar em graves ferimentos ou até mesmo na morte dos indivíduos.

De lá para cá, a fim de saciarmos nossas necessidades básicas, a humanidade do pós-revolução industrial, via-de-regra, as suas classes menos abastadas “vendem” sua força de trabalho para outros mais favorecidos. Todas as relações sociais de trabalho estão calcadas basicamente em modelos filosóficos das relações de trabalho surgidos do século XVIII pra cá.

O autor busca correlacionar fatos sociais das relações de trabalho com os acidentes ocorridos nos processos de manufatura de bens e serviços. Pela leitura de outros artigos (bibliografias) de vários autores, o escritor verifica que há Relações Sociais Transformadas (RST), ou seja, patrões e empregados estão numa relação hierárquica de ascensão e submissão, um frente ao outro, em virtude de status diferenciados na cadeia produtiva. Tais relações vão além da situação chefe-subordinado, isto é, nos ambientes corporativos os indivíduos que não detém o capital são explorados por aqueles donos deste, não somente pela figura do mais-valia, mas também por outras RSTs, o que se denomina como níveis de realidade. Tais níveis sociais incluem, na prática, os conceitos de pressões psicológicas no trabalho, recompensas diversas, controles administrativos diretos, assédios em geral e outros, fazendo com que a probabilidade de ocorrência de sinistros sejam mais frequentes ou mais graves.

Em síntese, os donos do capital visam principalmente o lucro, a mola motora das sociedades capitalistas, levando com isso a uma completa falta de bom senso e preocupação social com os demais indivíduos das coletividades. Portanto, as corporações, as empresas, parecem desprovidas de algo simples nas relações sociais humanas, ou seja, a carência de sentimentos para com seus colaboradores, preferindo pagar indenizações e passivos trabalhistas frente aos altos lucros obtidos da venda de produtos em geral. A idéia de lucratividade é passada para os empregados, sendo personificada na forma de prêmios ou bônus pecuniários, horas-extras, status hierárquicos mais elevados, dentre outros. Isso faz com que haja rupturas sociais entre os indivíduos das camadas que vendem a força de trabalho, portanto, perpetuando a ocorrência de fatos sinistros nos ambientes laborais, pois a preocupação com os riscos e perigos no trabalho fica em segundo plano.

Por fim, o autor nos informa que novos modelos teóricos-socias deverão ser desenvolvidos para contextualizar as razões e nexos dos acidentes de trabalho, pois o presente se constitui numa reflexão inicial para que sejam elaboradas novas idéias e conceitos sobre o assunto.





CONTRA OS GARGALOS, MAIS ENGENHARIA

Por José Luiz Azambuja
Presidente do SENGE-RS


A recente manifestação de Jorge Gerdau Johannpeter feita
no chamado Conselhão acerca da necessidade de mais
engenheiros e menos advogados, deve calar fundo nas lideranças
políticas do Estado e do País. Sem dúvida a afirmativa aponta
para a necessidade de mudança de rumos da educação e da
formação profissional no Brasil, sem o que não conseguiremos
dar seqüência de forma sustentável a estabilidade econômica
alcançada nos últimos anos.

Mais do que uma simples e às vezes utópica expectativa de
consciência do meio político, existe hoje a necessidade de união
total das áreas de engenharia/tecnologia apontando os rumos para
enfrentar o desafio de oferecer a resposta que a Sociedade
Brasileira está demandando: superar os gargalos da nossa infraestrutura
e produzir em padrões mundiais com competitividade e
preservação ambiental.

No binômio infra-estrutura e produção está resumida a
principal carência ao desenvolvimento nacional, que desafia a
todos a superar a defasagem que a economia brasileira enfrenta
justamente agora ao maturar o processo de estabilidade, em que as
potencialidades nacionais foram trazidas à cena.

No entanto, é tarefa primordial das entidades de engenharia,
entre as quais o Sindicato dos Engenheiros no RS, se perfilarem e
apontarem a necessária inversão de prioridades. Hoje é sabido que
a máquina estatal valoriza mais quem fiscaliza e quem controla do
que quem produz. Muitos já constataram isso e o próprio expresidente
Lula assim se manifestou não faz muito.
Está na hora de mostrar que o essencial é valorizar quem
produz e gera riqueza, quem agrega valor à produção, quem
aumenta a produtividade e a qualidade, quem reduz as perdas.
Sem dúvida quem faz engenharia tem muito a ver com isso. Aliás,
está na hora de melhor reconhecer e valorizar quem tem a "arte de
fazer", essência da técnica como já ensinavam os gregos.
Contrariamente à civilização moderna que encontrou não se
sabe por que, uma dualidade entre "arte” e "técnica”, os gregos
designavam "tecnos" como a "arte de fazer". Assim, além de não
sermos alienados, somos partícipes da solução, do saber como
fazer, do fazer com conhecimento e arte.

Cada vez mais é necessário que as lideranças da engenharia
estejam focadas no futuro e aproveitem o momento para
cumprirem tarefas históricas que são da sua responsabilidade.
Na condição de Presidente do SENGE-RS, tarefa que
assumi com muita honra e a responsabilidade de dar continuidade
a um dos mais bem sucedidos movimentos de profissionais de
nível universitário do País, vejo a necessidade que as entidades de
classe sejam porta vozes de aspirações coletivas, ajudando a
sociedade a se desenvolver.


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Um Pedido ao Próximo Presidente !

Menos poesia e mais engenharia. O Brasil pode chegar a 2020 como a 5ª maior economia do mundo. Mas, para continuar crescendo, o país precisa de mais gente que saiba produzir. E essa matéria-prima está em falta

por Alexandre Versignassi - versignassi@gmail.com
"Falta pedreiro", estão reclamando os mestres-de-obras. Os melhores estão empregados nas construções de prédios caros. Se você quiser reformar o seu apartamento agora, talvez tenha que lidar com profissionais menos competentes do que havia por aí. São as dores do crescimento econômico.

Se fosse só isso, vá lá. O problema mesmo é falta de gente boa para ocupar as novas vagas que aparecem no topo da pirâmide. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) calculou que, se a econômia crescer mais de 5% ao ano em média nesta década (que é o que todos esperam), haverá uma falta crônica de engenheiros no mercado. E já dá para sentir efeitos de escassez hoje mesmo. Agora um engenheiro põe o pé para fora da faculdade ganhando R$ 4 500, em média - o dobro do que era em 2006. Nas áreas em que a demanda mais subiu, como a da extração de petróleo e gás, contracheques de R$ 30 mil são comuns.

Seria o bastante para atrair praticamente toda a força de trabalho do país. Mas ingleses são ingleses. E engenheiros são engenheiros. Leva mais de uma década entre faculdade e experiência de trabalho para formar um dos bons. Hoje saem 32 mil por ano das universidades. Segundo a Steer, uma consultoria de recursos humanos, só a indústria automobilística e a do petróleo vão absorver 34 mil anuais. Mas o déficit para valer é maior. Nem todos os formandos saem prontos para ocupar os postos que se abrem na indústria. E o jeito para as empresas acaba sendo importar engenheiros. Até o final do ano, serão mais de 5 mil profissionais vindos de outros países. O dobro do que em 2008. Mas só as grandes empresas têm bala para dar a casa, a comida e o salário que um engenheiro importado demanda. As pequenas e médias terminam com o mesmo problema dos mestres-de-obras. "Falta engenheiro."

O problema da escassez desse tipo de profissional começa na escola. A tradição brasileira é de dar pouca importância às matérias de exatas. E o resultado é um desinteresse massivo por elas. Hoje, mais da metade das 402 disciplinas universitárias estão ligadas a engenharia e a outras áreas de exatas. Mas só 1 em cada 5 alunos do ensino superior está cursando alguma delas. Existem mais estudantes de música (5,6 mil) que de engenharia mecatrônica (4,5 mil). Jornalismo goleia engenharia civil por 178 mil a 50 mil. Psicologia 117 mil x 41 mil engenharia elétrica. Resultado: o Brasil tem hoje 6 engenheiros para cada 1 000 trabalhadores. Os EUA, 25.

Quem paga o preço dessa escolha é a economia: sem cabeça de obra nas áreas vitais para o crescimento, ela fica a perigo. E agora? Quem pode tirar o país dessa? Os "pedreiros". A base da pirâmide. Até outro dia, quem não tinha como ser sustentado pelos pais dificilmente ia para a universidade. Era colegial e acabou. Depois, só batente. Claro. Não havia muita opção. Era ou entrar em uma faculdade que cobrava mais do que a maioria podia sonhar em pagar ou prestar vestibular para uma faculdade pública e perder a vaga para qualquer bem-nascido.

Só que hoje as classes mais baixas não são mais tão baixas. O crescimento do país aumentou a renda delas. Você sabe, pela primeira vez, a classe média forma mais da metade da população - agora ela é uma classe média de fato, inclusive; antes, estar na média era ser pobre. Nisso, fazer um curso superior deixou de ser exclusividade de quem cresceu tomando leite A. As faculdades privadas com mensalidades mais baratas lotaram. E cresceram: em 2000, havia 1 004 faculdades privadas no país. Hoje são 2 016. O valor médio das mensalidades também desabou: de R$ 860 em 1996 para R$ 467 no ano passado.

O mais importante: esses novos universitários não têm um perfil exatamente... universitário. Dois terços dos estudantes da classe C (com renda familiar de R$ 2 mil a R$ 5 mil) têm entre 26 e 45 anos. É gente que trabalha desde sempre e escolhe o que vai estudar com um olho no mercado de trabalho e o outro também. Nisso a preferência tende a ser por cursos onde faltam profissionais, justamente os mais técnicos. Enquanto as classes A e B tendem mais para humanas, a C quer exatas.

Claro que essa mistura de oportunidades reais com uma nova classe média a fim de pagar caro por elas é um terreno fértil. Fértil para faculdades mequetrefes. Cabe, então, ao governo garantir uma educação que preste - tirando da jogada as instituições que só fingem que ensinam. Porque fingir que o país vai continuar crescendo de um jeito ou de outro não vai dar.

Fonte:

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Engenharia - Uma Reflexão de Futuro.

Quando eu era menino, desde pequeno, gostava de ciências, eletricidade, ficção científica e aviação. Pensava em ser piloto de avião. Como desenvolvi miopia, deixei esse sonho de lado e migrei para a engenharia, no caso a elétrica. Tinha um certa dificuldade com a matemática, mas não deixei que isso me impedisse de ir adiante.

Terminei o segundo grau, escolhi a universidade, passei no "vestiba" e comecei no curso de Engenharia Elétrica.

Pra começar são 4 semetres (se fizer todas as cadeiras no tempo certo) somente com matemática, ou seja, cálculos e geometrias, com algumas cadeiras de física. Nada de eletricidade ou eletrônica. O graduando já fica frustrado, pois se não for um "nerd" ou gênio em matemática, o sujeito fica penando bem mais que 4 semetres de básico. Daí que notamos como nosso ensino de segundo grau é fraco ! Cada cadeira de cálculo que, no caso da Eng. Elétrica são 5, são difíceis e exigem bastante do graduando, sem falarmos das de geometria e álgebra. Os professores eram de doer e não adiantava mudar de horário, pois a matéria era complicada mesmo !

Passado o nível básico tu já era visto como herói ou sobrevivente. Sim, porque muitos já desistiam no caminho, ou seja, de uma turma de 60 (mais ou menos), sobravam ceca de 20 ou menos.

No nível profissional o papo era outro. Muitas cadeiras à noite. Muitos doscente faziam questão de "ralar" os graduandos, chegando ao ponto de ministrar aulas com certos assuntos e exigir coisas completamente diferentes nos testes. Resultado: todos, ou quase, tomavam "bomba" nas provas. Dava vontade de dar uma surra em certos professores. Esse tipo de coisa desestimulava ainda mais, levando a novas desistências do curso, chegando ao final, na formatura, uns 5 ou 7 daqueles que iniciaram juntos.

Portanto, daí tiramos uma conclusão de que os cursos de Engenharia não são atrativos, pois são graduações difíceis e há (ou havia) doscentes despreparados tanto didaticamente quanto emocionalmente para ministrar aulas. Muitos nem sequer trabalhavam na área, eram mestres eou Phds sem nunca terem pisado em "chão-de-fábrica".

Engenheiro Eletricista formado, canudo na mão, vamos ao mercado de trabalho. Hoje fala-se muito que há carência de mão-de-obra especializada, não somente em Eng. Elétrica, mas também na Civil, Mecânica e Química. Ocorre que as empresas também querem profissionais recém saídos das universidades, mas pagando uma "merreca" de salário, abaixo do piso mínimo estipulado por Leis e Sindicatos. Aliás, Lei em nosso país não é garantia de coisa alguma, pois temos que buscar, muitas vezes, o direito nos tribunais.

Daí o camarada Engenheiro se sujeita em receber aquela "verba" que os caras chamam de salário. Sim, no fim não há remédio, pois o recém-formado, muitas vezes tem de pagar suas contas, pagar o financiamento educacional ou simplesmente sair debaixo das asas dos pais. Hoje as empresas inventaram algo novo para, no enteder deles, viabilizar a empregabilidade: a terceirização, ou seja, a pessoa tem de constituir uma empresa (CNPJ) e terá de cumprir regime de trabalho no empregador, aliviando este de "alguns encargos trabalhistas" (sonegação ???). Coisa que, aos olhos do MT é totalmente ilegal, pois caracteriza vínculo de emprego, mas a galera tem feito isso e ninguém reclama, ou seja, a categoria se submete a esse tipo de absurdo. Fazer o que não é mesmo ? Será que os Advogados e os Médicos fazem assim também ???

Falo isso tudo para explicar alguns dos motivos da pouca valorização de uma categoria que deveria, e deve, ser mais valorizada, a começar por nós mesmo, ou seja, pelos próprios Engenheiros !!! Sim, porque muitas vezes são esses os empregadores, e se valem dos expedientes acima para sacanear e explorar seus próprios colegas. Onde está ética entre nós ???

Sim, falta ética entre nós, realmente! Falta vergonha na cara de professores, que deveriam ter mais vocação para ministrarem suas aulas, bem como planejamento e/ou conhecimento. Falta de controle das universidades, que deveriam monitorar os porquês de repetências em certas cadeiras e com certos doscentes. Falta de fiscalização do poder público nas empresas para evitar abusos e falcatruas como as descritas acima.

Engenheiros, vamos mudar tal situação ! Vamos repensar e mudar nossas atitudes conosco, com o mercado de trabalho e com a sociedade. Temos um papel importantíssimo no progresso do Brasil. Somos nós que moldamos e construimos as cidades, suprimos com energia, abastecemos com tecnologias e projetamos o futuro seguro e sustentável.

Reflitam e mudem de atitude !!!

Abraços !

Eng. Eletricista Adriano Roque de Arruda