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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Equipamentos Homologados pela ANATEL


Hoje, para se implantar e manter um sistema de telemetria para automação será necessários que os equipamentos sejam todos homologados pela ANATEL. A Agência exige a homologação, ou certificação, em função de uma série de fatores técnicos, que visam policiar os fabricantes para que não se instale dispositivos que possam interferir ou prejudicar as rádio-transmissões. Isso é muito bom ! Somente equipamentos de qualidade serão embarcados em qualquer sistema, desde os mais simples até as mais complexas plantas industriais tele ou rádio monitoradas.

Ocorre que poderemos esbarrar num problema: e se o parque instalados for grande e os equipamentos instalados (fabricante) perderam a homologação da agência, o que fazer ??? Sem os equipamentos certificados não posso, inclusive, registrar os enlaces, ou seja, estou ilegal nos dois lados: na instalação dos equipamentos e na operação do sistema.

Está posto o dilema, ou o problema, o que fazer ?

Imaginemos os seguintes cenários:

1- Trocar os equipamentos existentes por equivalentes tecnológicos

Isso nos levará aos seguintes questionamentos:

1.1. Custo/investimento ?
1.2. Os novos equipamentos são de fabricantes confiáveis e com boa qualidade ?
1.3. Os fabricantes tem interesse em manter indefinidamente os equipamentos homologados junto a ANATEL ?
1.4. Será necessário licenciamento ou autorização de enlaces mediante pagamento de taxas ?

2- Trocar os equipamentos existentes por outra tecnologia

Quastões:

2.1. Idem 1.1.
2.2. Idem 1.2.
2.3. Idem 1.3.
2.4. Idem 1.4.
2.5. É interessante terceirizar tal atividade no que diz respeito a custo x benefício ?

2.5.1. Os equipamentos serão em regime de comodato ou próprios ?
2.5.2. Disponibilidade e confiabilidade do sistema ?

Via-de-regra, procuramos em geral os sistemas mais baratos, com menor investimento inicial, o que pode ser uma face de dois gumes.

Um sistema em comodato pode ser interessante a curto prazo, pois estaremos contratando um serviço e não adquirindo equipamentos.

Nessa altura dos acontecimentos devemos, creio eu, buscar atender plenamente aos itens 1.2. e 1.3., para não nos preocuparmo, mesmo em comodato, em ter de trocar todos os equipamentos em curto e médio prazo. Estamos falando em de 3 a 5 anos. Isso, dependendo da planta industrial, é perda de tempo e dinheiro. O ideal é pensarmos em trocar de tecnologia após 5 anos, haja visto que haverá o atendimento técnico por parte de equipamentos existentes e instalados.

A escolha entre as opções 1 e 2 dependerá do tipo de planta que estamos ou iremos controlar e/ou monitorar. Se for algo muito crítico, creio que sistemas próprios sejam mais adequados, desde que a tecnologia esteja ou seja dominda pelo corpo técnico da empresa. A opção pela terceirização ainda dependerá de uma análise se a empresa contratada poderá oferecer algum tipo de redundância, e da disponibilidade dos sistemas oferecidos, dentre outros quesitos. Se a tecnologia já está dominada pela empresa, a terceirização pode, no meu entender, ser colocada para o futuro ou ser inserida em casos especiais.

Não existe uma receita pronta para esses casos, tudo isso dependerá de uma avaliação do corpo técnico, da verba disponível para o investimento e do tempo necessário para o upgrade do sistema.

Sds





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