Quando se faz necesária a automação de um sistema tipo industrial ?
Essa pergunta já deve ter passado pela cabeça de inúmeros empresários nos úlimos anos.
Na minha opinião as empresas atuais tomam suas decisões com base naquilo que é a mola mestra do mundo moderno: o capital. As empresas, privadas ou públicas, não possuem por objetivo colocar dinheiro no lixo. Portanto, a decisão de implantar sistemas automatizados passa necessáriamente por decisões envolvendo a área econômica para saber: o que se lucra com isso ?
Partindo do pressuposto que essa etapa já tenha sido analisada e posta na balança, passemos para algumas questões técnico-sociais.
Qualquer planta industial pode, em princípio ser, no todo ou em parte, automatizada, salvo raras excessões.
A grande questão é saber em que pontos vale realmente a pena trocar o sentimento humano pela exatidão da máquina. Tarefas repetitivas e extremamente monótonas são um caso clásssico. Realmente, o ser humano é fadado ao erro pela repetição infinita de um determinada tarefa. A máquina jamais sentirá monotonia. Erros ocorrerão sim, mas não por esse motivo. Tarefas perigosas e insalúbres são outros casos interessantes para substituíção do humano pelo autômato ou teleguiado.
Mas há casos em que não é tão atrativo ou tecnicamente interessante o uso de equipamentos automatizados. Exemplos: certas medições ou análises químicas ou físico-químicas. Muitos equipamentos de medição ou monitoração de variáveis desse tipo possuem um erro considerável e, dependendo do ambiente onde são instalados, podem aumentar ainda mais a incerteza da leitura. A retirada de uma amostra e posterior análise laboratorial minimiza o erro na medição, pois o ambiente do teste pode ser controlado.
Claro que tudo dependerá do tipo de planta ou processo industrial, cada caso é um caso a ser estudado.
Plantas industriais complexas do tipo petroquímicas, por exemplo, necessitam medições e controles em tempo real em vários pontos, em outros necessitam análises laboratoriais, principalmente para ajuste de padronização.
Aguardem a Parte 2.
Um abraço !
Adriano
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